
O Acordo de Fim de SemanaCapítulo 3: À Beira do Entrega
Capítulo 3: À Beira do Entrega
O sol da Toscânia subia alto, derramando ouro sobre as vinhas, o ar pesado com o cheiro de alecrim e pedra aquecida. Clara acordou devagar, os lençóis de linho frios contra a pele, o outro lado da cama vazio. Daniel deixara um bilhete no criado-mudo — Fui correr até o cume. Volto logo. Ela podia imaginá-lo, os músculos tensos sob a camisa úmida, a respiração ritmada enquanto subia a encosta, enfrentando a tempestade que carregava dentro.
Ela vestiu um roupão leve de algodão e desceu descalça até o terraço. Abaixo, Lorenzo estava sentado à mesa de pedra, um livro aberto diante dele, um copo d’água suando no calor. Levantou os olhos quando ela se aproximou, o olhar quente, mas contido.
— Você acordou cedo.
— Posso dizer o mesmo — respondeu ela, ajustando o cinto do roupão. — Só que duvido que você tenha dormido muito.
Ele fechou o livro.
— Muita coisa na cabeça. E você?
Ela sentou-se ao seu lado, dobrando uma perna sob o corpo.
— Não paro de pensar na noite passada. Na cara do Daniel quando eu te beijei.
Lorenzo não desviou o olhar.
— Ele te deu permissão. Isso não é pouco.
— Não. É tudo — ela suspirou. — Não esperava que ele fosse tão longe. Achava que pararia no escritório.
— E agora?
Ela virou a mão sobre a mesa, estudando as linhas da palma.
— Agora me pergunto o que acontece quando voltarmos para Florença. Quando o sonho acabar.
— Não precisa acabar — disse Lorenzo, suave. — Não se vocês dois quiserem continuar explorando.
Ela o encarou.
— Não é só sobre mim. Nem sobre você. É sobre ele — sobre o que ele aguenta, o que quer. Eu o amo. Isso não é sobre substituí-lo.
Lorenzo estendeu a mão por cima da mesa, os dedos roçando os dela.
— Eu sei. E respeito isso. Isso aqui não é posse. É expansão. É deixar algo novo entrar no casamento sem quebrar nada.
Ela deixou a mão sob a dele.
— Você torna tudo tão simples.
— Não é simples. Mas pode ser honesto.
Ficaram em silêncio enquanto a manhã se estendia, o zumbido dos grilos nas oliveiras. Então, o estalo de cascalho — Daniel voltando, o peito subindo e descendo com o esforço, a camisa colada às costas. Parou à beira do terraço, os olhos indo de Clara para Lorenzo, e depois de volta para ela.
Nenhuma palavra. Mas o ar mudou.
Clara levantou-se.
— Vou tomar um banho.
Daniel acenou com a cabeça, a mandíbula tensa. Lorenzo também se levantou, afastando-se com uma delicadeza que não parecia fuga, mas respeito.
Mais tarde, quando o crepúsculo se dissolveu na noite, o céu se rasgou com trovões. A chuva castigava as portadas da villa, a luz piscou uma vez, duas vezes, e então se apagou de vez. Velas foram acesas — chamas finas projetando sombras alongadas nas paredes do quarto.
Clara estava entre os dois, descalça no ladrilho frio, só com um pedaço de seda que grudava nos quadris. Daniel sentava na beira da cama, as mãos apoiadas nos joelhos. Lorenzo estava a alguns passos, a camisa aberta, o peito subindo com respirações lentas.
— Podemos parar a qualquer momento — disse Daniel, a voz baixa, mas firme. — Qualquer um de nós. Uma palavra só.
Clara acenou.
— Sempre.
Lorenzo encarou-o.
— Sigo sua liderança. Tudo.
Daniel engoliu em seco.
— Quero ver você com ele. Totalmente. Mas eu fico no quarto.
Clara deu um passo em direção a Lorenzo.
— Tudo bem pra você?
Ele não se moveu.
— Só se você tiver certeza.
— Estou.
Lorenzo estendeu as mãos, os dedos pairando perto da cintura dela. Daniel deu um leve aceno.
O primeiro toque foi leve — as pontas dos dedos de Lorenzo roçando a seda nos quadris. Depois, devagar, ele deslizou as alças pelos ombros, o tecido escorrendo aos pés. Ela ficou nua diante dele, a luz das velas dourando a pele.
Ele não se apressou. As mãos traçaram a curva da espinha, a cintura, os seios — cada toque calculado, cada pausa uma pergunta silenciosa. Daniel observava, a respiração desigual, a mão escorregando por dentro da calça, os dedos se fechando sobre si mesmo.
Clara virou o rosto para ele.
— Me olhe.
Ele olhou. Os olhos úmidos, os lábios entreabertos.
A palma de Lorenzo envolveu um dos seios, o polegar circulando o mamilo até endurecer. Ela arquejou, jogando o corpo para frente, mas o olhar não saía de Daniel.
— Diga meu nome — murmurou Lorenzo.
— Lorenzo — ela suspirou.
Então, — Daniel.
De novo. Mais alto.
Daniel gemeu, os quadris se contraindo sob a mão.
Lorenzo ajoelhou-se, a boca encontrando a parte interna da coxa, depois mais alto — a língua abrindo-a, lenta e funda. Ela gritou, os dedos enterrados nos cabelos dele, os joelhos trêmulos.
— Me olhe — implorou, a voz quebrada. — Daniel — me olhe.
Ele olhou. A mão se movia mais rápido, os olhos presos nos dela enquanto Lorenzo a adorava, enquanto o corpo dela se sacudia, enquanto ela gozava com um soluço, chamando os dois nomes.
Quando acabou, ela se afastou de Lorenzo, o corpo brilhando, e caminhou até Daniel. Ajoelhou-se diante dele, tomou o rosto nas mãos.
— Ainda sou sua — sussurrou.
Ele a puxou para o colo, beijando-a com fúria, provando sal, desejo, e algo mais profundo — confiança, testada e renovada.
Mais tarde, deitaram juntos no escuro, a tempestade se afastando. Lorenzo saíra em silêncio, fechando a porta atrás de si.
A manhã chegou suave e quieta. Os três tomaram café no terraço — azeitonas, pão, espresso. Nada de discursos. Nenhuma lágrima. Só o peso do que havia acontecido, contido no silêncio.
Ao meio-dia, as malas estavam prontas. Clara entrou no banco do carona, o couro quente sob ela. Quando Daniel ligou o motor, ela pousou a mão na coxa dele.
Ele cobriu a dela com a sua.
Não falaram enquanto a villa desaparecia no retrovisor, a estrada serpenteando em direção a Florença. O silêncio não estava vazio.
Estava cheio de tudo o que não precisaram dizer.
Coleção editorial: Coleção Porta Entreaberta
Criado com IA Este conto foi criado com inteligência artificial e revisado pela curadoria editorial do Sexy Stories. Transparência de IA